Daniele V Silva - Webdesigner, desenvolvedor front-end, programador de interfaces, Gerente de projetos web, consultora e freelancer

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Categoria ‘ Ux – Design Emocional ’

Marketing educacional – Conte seus segredos para melhorar seus negócios

Publicado em agosto 28, 2014 , na categoria Ux - Design Emocional

Nossos consumidores não se importam com nossos produtos ou serviços, eles se importam apenas com si mesmos e se o que oferecemos pode trazer melhorias para sua vida.

Se pensarmos dessa forma, temos que concordar que não faz sentido que a maioria das informações que publicamos sejam sobre nós mesmos, como acontece na maioria dos sites institucionais

Quanto mais educamos ou entretemos nossos clientes, menos eles se importam quando tentamos fazer uma venda

O conteúdo que utilizamos com intuito de atrair clientes em troca de suas ações, deve ser baseado em suas necessidades e interesses para construirmos uma conexão emocional de confiança com a marca.

Muitos acreditam que devemos dar aos nosso clientes informações suficientes para criar desejo sobre nossos produtos/serviços, mas nunca o suficiente para produzirem sozinhos. Eu não concordo.

Contar os segredos do seu produto, gera outro tipo de valor, o do respeito e confiança. Possivelmente algumas pessoas vão usar essa informação para economizar dinheiro e produzir sozinhos, mas esse, com certeza não é o tipo de cliente que queremos. Quando nos tornamos referência, nossos serviços atingem um outro nível, assim como nossos clientes, somos procurados por aqueles que desejam um serviço profissional e que sabem o valor da experiência e do conhecimento. O nosso trabalho se torna muito mais prazeroso.

Se você quer vender, venda, mas não o tempo todo

Antes de começar, é preciso entender que os seus visitantes não estão buscando por uma promoção ou produto. As pessoas odeiam ser bombardeadas com ofertas, promoções, anúncios e sugestões de compras o tempo todo.

Entenda que o marketing educacional é um processo de percepção de longo prazo, então, ao invés de fazer uma oferta direta, explique como o produto que você vende, é fundamental, como pode melhorar a vida financeira, social, a rotina, os negócios de seus clientes, dessa forma você cria a necessidade de algo que eles nem sabiam que precisavam.

O mesmo se aplica as redes sociais, elas ajudam as empresas a construírem um relacionamento direto com seus clientes, e quando há uma conexão, as vendas acontecem.

Então ao invés de publicar uma oferta ou uma promoção no facebook, experimente publicar artigos explicando as vantagens do seu produto, quando os visitantes entenderem os benefícios, você terá sua atenção e será muito mais fácil fazer uma venda

Como utilizar o seu conteúdo para para ganhar a atenção dos potenciais clientes

 

Seja referência

Você pode criar seu próprio blog, porem uma das estratégias mais efetivas para conseguir reconhecimento em alguma área, é se aproximando de grupos e comunidades com o intuído de oferecer informação, por exemplo, grupos do Facebook, sites de noticias, tendências, tutoriais, revistas online, aproveite a audiência que já existe, é mais fácil ser aceito em um grupo existente do que criar um.

 

Seja específico

Não escolha temas abrangentes como “Técnicas para ser um bom webdesigner”, cada “leitor” vai ter um entendimento diferente do que esse título significa, e na maioria dos casos, ele vai se decepcionar. Será que vai falar de html? De criação? De usabilidade? De marketing?

E se você optar por falar de tudo isso junto, não vai conseguir se aprofundar em nada, dificilmente vai trazer uma informação inovadora, e dificilmente vai ser lembrado depois.

Então seja específico, não seja abrangente, divida suas ideias em tópicos, e ofereça um deles de cada vez. Por exemplo: “Teoria das cores no design para web”, “Como montar um formulário”

 

Seja Pioneiro

Seja pioneiro. Não ofereça a seus visitantes algo que todo mundo já está oferecendo, seja criativo. Selecione um assunto, e procure pontos em que ninguém se aprofundou ainda, estude, procure por pesquisas ou faça as suas próprias.

Verdades que você precisa saber antes de começar a produzir conteúdo

Talvez demore um pouco até começar a ver os efeitos que a reciprocidade pode trazer para os seus serviços, mas com o aprendizado constante seus usuários adquirem confiança e respeito pelo seu trabalho.

É muito importante ser comprometido com seus visitantes, sempre trazendo informações relevantes, é fácil ser esquecido por sua audiência, por isso mantenha-se sempre ativo.

Marketing é basicamente relacionamento e o relacionamento começa com a comunicação. A forma que vc se relaciona com seus visitantes determina o seu sucesso. Com a confiança estabelecida, seus visitantes vão tentar falar com vc, para tirar dúvidas, para elogiar, criticar, ou apenas por status, então responda a cada comentários, seja atencioso.

Reciprocidade no design para web

Publicado em agosto 8, 2014 , na categoria Ux - Design Emocional, Webdesign

O que é a Reciprocidade

A Reciprocidade é um dos principios mais básicos da psicologia social, ele sugere que:

Se você der alguma coisa de graça, a maioria das pessoas sente a necessidade de retribuir.

Quando ganhamos um presente, nos sentimos em débito com a pessoa que nos presenteou, isso gera desconforto e inconscientemente procuramos uma forma de equilibrar as coisas.

Parece simples, mas é bastante efetivo.

Para haver o sentimento de reciprocidade, o favor oferecido deve ser dado de livre vontade, e se torna ainda mais poderoso quando não há o interesse aparente de se receber uma retribuição, então é diferente de um acordo ou de um contrato, onde fazemos alguma coisa sabendo exatamente o que receberemos de volta.

É um conceito social que surgiu com a evolução humana, somos recompensados por fazer algo de bom, e quando alguém faz algo de bom para nós, precisamos demonstrar que entendemos o valor dessa ação, que somos gratos, e estamos em condições de retribuir, então, além de tudo, é uma forma de demonstrar o poder. Por isso, muitas vezes desejamos retribuir com algum melhor do que recebemos, assim não nos sentimos diminuídos.

Além disso, o fato de retribuir o favor não anula o efeito do favor recebido. Alguém que nos ofereceu algo de espontânea vontade sem pedir nada em troca, sempre será lembrado por isso

Quando existe um relacionamento é muito mais fácil pedir por favores, sugerir ações ou conseguir a preferência de seus usuários diante da concorrência.

Por mais que o visitante execute uma ação pequena em pagamento, ele sempre vai lembrar de você como alguém que concedeu algum benefício, a partir daí é só cuidar do relacionamento.

Pense no seu conteúdo como o equivalente as “amostras grátis” no mundo offline, oferecendo uma pequena porção, você conquista o interesse dos visitantes e a predisposição para realizações simples em troca. Por isso as Newsletters, os conteúdos nas mídias sociais e artigos técnicos como esse se tornam populares.

A reciprocidade é um conceito chave para o entendimento do comportamento social ela é um motivador de ação de diversos aspectos diferentes. Precisamos aprender a pensar no design focado nesse tipo de interação, ela afeta diretamente o trabalho daqueles que buscam formas mais inteligentes de se comunicar com os seus clientes.

Erros na prática da reciprocidade

resultadosdigitais_com_br_materiais-educativos_marketing-digital-para-empreendedoresUm formulário de cadastrado enorme para permitir o acesso ao conteúdo que você está prometendo.

Nesse caso, acontece o processo inverso a reciprocidade, primeiro o usuário precisar realizar uma ação para depois receber o benefício.
http://resultadosdigitais.com.br

FireShot Screen Capture #029 - 'Vantagens da reciprocidade no design para web I Daniele VSilvaDaniele VSilva' - www_danielevsilva_com_br__p=10356Não entregue todo o seu conteúdo ao custo de um click

Depois de todo esse trabalho, é muito importante estabelecer um relacionamento com cada visitante que esteja interessado em seu conteúdo. Por isso, não publique todo o seu conteúdo sem antes recolher alguma informação que permita uma comunicação com os visitantes

Então qual é o jeito certo?

Organize todo o conteúdo que você produzir na plataforma que vc escolher, pode ser um e-book ou um blog, por exemplo.

Prepare uma pequena prova do seu conteúdo, um resumo atraente do que ele vai encontrar quando acessar na integra, e publique numa área aberta do seu site ou blog.

Crie um Call to action onde o visitante terá acesso ao  conteúdo completo mediante alguma ação, como um cadastro simples, você pode inclusive, utilizar a conexão com alguma rede social para evitar que o visitante preencha um formulário.

Explicando:

Depois de oferecemos uma pequena prova do conteúdo de qualidade, o visitante já vai estar disposto a executar ações simples em contrapartida.

Preencher um formulário com o e-mail, ou se cadastrar usando uma rede social, não exige um grande esforço e é bastante rápido pra executar.

Para ebooks,  você pode solicitar o e-mail com a desculpa de enviar o conteúdo por e-mail, já para blogs, onde todo o conteúdo fica disponível, você pode sugerir que ele se mantenha informado através de uma newsletter de alerta para cada atualização.

Eu concordo que pedir somente o e-mail do visitante, é uma informação superficial, então, para refinar seu mailing, após enviar o conteúdo que você prometeu, envie um email com link para um “segundo passo no processo de inscrição”, assim não fica invasivo, e os visitantes terão a opção de preencher se quiser. Se não quiserem, tudo bem, o mais importante você já tem: o contato de um potencial cliente

Os efeitos da motivação social no Design para web

Publicado em julho 25, 2014 , na categoria Ux - Design Emocional, Webdesign - Tags: , ,

Introdução: Uma nova visão sobre o Design centrado no usuário

O design centrado no usuário sempre consistiu em observar o comportamento de seus visitantes e otimizar seu conteúdo e funcionalidades de acordo com as necessidades desses visitantes, mas nos últimos anos esse conceito vem evoluindo bastante.

Hoje, já não se trata apenas de garantir que o seu design seja funcional. Existem muitos outros fatores que precisam ser levados em conta, como as necessidades emocionais do indivíduo e suas motivações.

Antes de fazer um compra, pesquisamos em dúzias de sites, comparamos preços, funcionalidades e opiniões, por isso, muitos designers, principalmente fora do Brasil, se dedicam a pesquisas sobre como alcançar o engajamento e incentivar os usuários em suas tomadas de decisão e, principalmente para o varejo, sobre quais gatilhos funcionam para trazer para a web um conceito tão comum no ponto de venda, a compra por impulso, em um cenário onde o excesso de informação torna o processo de compra muito mais cuidadoso, planejado e consequentemente lento.

Nós hoje deixamos de ser simples observadores do comportamento humano, e passamos a ser influenciadores de suas ações.

É disso que se trata a série de artigos que vou trazer pra vcs nos próximos meses.

E para começar:

A influência social no design para web

Os seres humanos são animais sociáveis.  Esse instinto é tão forte que quando nos sentimos sozinhos, desamparados ou deslocados, qualquer interesse em comum é suficiente para que se formem grupos focados em defender algum interesse em comum, por menor que ele seja.

Pesquisa: O seu coração faz meu coração bater

O pesquisador David Cwir dirigiu testes muito interessantes que comprovam o quanto o relacionamento social pode afetar o nosso comportamento.

Nos dois estudos, cada participante foi chamado na primeira semana para preencher uma pesquisa com algumas preferências, interesses e informações pessoais.

Na semana seguinte, foram colocados em dupla com outro participante que, sem que soubessem, estava trabalhando para os pesquisadores, eles deveriam fazer algumas perguntas sobre interesses pessoais, para o outro, que planejadamente compartilhava a maioria dos interesses em comum, ou nenhum interesse em comum. A intenção era saber se seria criado algum vínculo entre os participantes com os mesmos interesses, e com base nas últimas perguntas, sobre se sentiam algum vínculo ou se desejavam conhecer mais sobre o outro participante, isso funcionou.

Em seguida foram realizado dois testes, no primeiro, um dos participantes deveria fazer um pequeno discurso em público, planejadamente, o que participava junto com os pesquisadores, então enquanto ele se preparava para o discurso mostrando um desconforto ou nervosismo com a exposição, o participante preenchia um questionário sobre as suas emoções. Como esperado, os participantes que compartilhavam os mesmo interesses de seus pares, demonstraram um completa empatia, eles se sentiam tensos, ansiosos e nervosos, por ver o colega nessa situação, mesmo sendo estranhos um ao outro, essa pequena conexão foi suficiente para causar níveis de stress muito parecidos entre os dois.

No segundo estudo, ainda mais interessante, um dos participantes foi convidado a correr no mesmo lugar por 3 minutos, enquanto monitoravam os batimentos cardíacos dele e do seu par.

Por incrível que pareça, os batimentos do par com afinidades também aumentaram só de observar enquanto o outro corria. O fato de terem interesses simples em comum, foi tão significativo, que criou um vínculo real entre os dois.

Pertencer e se identificar com um grupo é tão importante que experiências positivas ou negativas podem causar reações químicas e biológicas capazes de modificar completamente o comportamento do indivíduo. O medo da rejeição ou o desejo de aprovação são armas muito importantes para conseguir o engajamento dos seus visitantes ou até incentiva-los a tomar decisões.

Tipos de motivação social

A motivação social, ou influência social, descreve como os valores, comportamentos e crenças de um indivíduo são influenciados pelas expectativas (reais ou projetadas) dos outros. Os psicologistas Morton Deutsch e Harold Gerard determinaram  dois tipos de influência social: Normativa e Informacional.

Motivação social Normativa

É a necessidade de ser aceito e querido pelos outros. Assim, agindo como os outros, conquistamos a aprovação ou ao menos evitamos a desaprovação em um grupo, então agimos conforme acreditamos que os outros esperam de nós, sejam essas formas reais ou imaginadas.

Motivação social Informacional

Representa a nossa necessidade de agir sempre corretamente, então observamos os outros para aprender com suas experiências. Acreditamos se as pessoas do nosso grupo agem de uma certa maneira, essa é a maneira mais correta de agir, principalmente quando são pessoas mais velhas ou mais experientes.

A Influência Social Informacional, de maneira geral, entra em ação quando somos confrontados por uma decisão. As vezes até inconscientemente, procuramos pelos outros para aprovarem as nossas decisões,  somos copiadores, mas isso garante que nossas decisões são realmente efetivas e inteligentes.

No design para web, existem diversas formas de usar os vínculos sociais a seu favor.
Veja alguns deles a seguir

“The Mere Belonging” ou “A Necessidade de Pertencimento”

Não é a toa que na Pirâmide de Maslow, criada em 1943 pelo professor de psicologia Abraham Maslow, trata a “necessidade de pertencimento” de forma tão relevante. Para quem está familiarizado com a ideia, eu me refiro a imagem abaixo, uma pirâmide que estrutura hierarquicamente as principais necessidades humanas. As duas primeiras categorias, se referem a aspectos cognitivos básicos se sobrevivência: a fisiologia (respirar, comer, dormir e etc) e a autopreservação (física, familiar, profissional). O terceiro item dessa pirâmide, e primeiro aspecto absolutamente psicológico se refere aos aspectos sociais.

Maslows-piramide

Eu gosto de entender essa ideia como um constatação de que o principal aspecto para garantir a nossa sanidade mental, são as relações sociais.

Uma forma interessante criar o senso de grupo ou de pertencimento,  é através de um rótulo. Por exemplo: em projetos de caridade, expressões como “seja um doador” ou “seja um herói” causa mais efeito do que “Faça uma doação”.

doadorValidação social

Segundo essa pesquisa da Universidade de Princeton, quando vemos alguma pessoa em situação de dificuldade, o primeiro instinto é olhar em volta, se nenhum outra pessoa tiver notado a situação, ou se não houverem outras pessoas, é muito provável que tentaremos ajudar.

Quando existem outras pessoas no ambiente que notaram a situação, nós as observamos antes de qualquer ação, se elas estiverem ajudando, então é muito provável que tentaremos ajudar também, mas se ninguém demonstrar qualquer reação, dificilmente seremos os primeiros a oferecer ajuda.
Nós somos influenciados pelas ações ao redor, e online, isso não é diferente. Por exemplo:

  • Quando muitas pessoas estão comprando um produto, estaremos mais propensos a comprar esse produto também.
  • Quando muitas pessoas avaliam um modelo como positivo, é muito provável que escolheremos aquele modelo.
  • O mesmo para vídeos, quando buscamos por um clipe ou trailer de filme, por exemplo, estamos mais propensos a clicar naquele que tem mais visualizações.
  • Quando muitas pessoas estão fazendo doações, tendemos a doar também.

social validation

Enfim, as informações sobre a quantidade de pessoas que participam, aprovam ou indicam o seu produto, são fatores de decisão de compra.
E elas são ainda mais poderosas quando o usuário é capaz de identificar que o perfil dos visitantes é parecido com o seu como na pesquisa que mostrei acima.

O site Booking.com é um ótimo exemplo. Ele dividiu os usuários por perfil de viajante (grupo de amigos, casal, viajantes individuais, negócios, etc) dessa forma, a avaliação de um usuário individualmente faz muito mais sentido. Por exemplo, se dezenas de “casais” qualificarem um hotel como positivo, e um “viajante individual” avaliar como negativo, essa única avaliação pode ser mais importante para um outro “viajante individual” do que todas as outras junto.

social validation2

 Popularidade

Como explicado anteriormente, as pessoas tendem agir diferente quando existem outras pessoas ao redor, existe uma necessidade de mostrar que estamos engajados, que compartilhamos as mesmas opiniões, e por isso reafirmamos cada uma delas sempre que possível.

socialComo prova disso temos as páginas do Facebook e as antigas comunidades do falecido Orkut, que foram criadas com o propósito de se tornarem um fórum de discussão, mas acabaram virando um painel de exibição das suas preferências pessoais. Antes de saber se queremos ser amigos ou até contratar alguém para uma vaga de trabalhamos, olhamos as páginas que curtiram (entre outras preferências), se houver afinidade então há chances de ser aprovado.

O raciocínio aqui é bastante lógico:

  • Se muitas pessoas curtem, gostam ou seguem uma pessoa ela deve ser interessante
  • Se pessoas que eu admiro curtem, gostam ou seguem uma pessoa ela deve ser realmente interessante
  • Se pessoas dentro do meu grupo curtem, gostam ou seguem uma pessoa ela com certeza é interessante

Portanto, se vc tem uma página no Facebook, Linkedin, Twitter ou etc, use a seu favor

 

Referências:

http://blog.usabilla.com/